Ondulações


Acabara de subir ao ponto mais alto de si, já muito distante do seu umbigo e sorriu.
Inspirou vigorosamente como que a distender o ar incrustado nos pulmões.
Era uma manhã límpida, no olhar ficou-lhe o reflexo de um manto de mar e o silêncio azul do céu.
Num arrepio sentiu-se desabrochar e soltou as suas pétalas ao vento. Uma a uma. Vinte e seis. Foram vinte e seis segundos naquela metamorfose ondulante em que realmente cresceu por dentro e para dentro.