
A pele, sendo o órgão de revestimento externo do corpo é, paradoxalmente, o mais superficial e o mais profundo.
Actriz principal no palco de sentir o prazer do calor no abraço nu, o odor na essência, a proteção do aconchego, o deleite do tacto e no pacto dos sentidos;
A pele que morre como os dias e logo se regenera vitoriosa, sedenta de uma infinidade de sensações...
Vou tacteando, vou magoando algumas pessoas pelo caminho, magoo-me;
Resisto, mas o tacto é mais forte e diz-me que não encontro a textura da pele que procuro,
Talvez se esticar a minha mão te possa tocar...