
Nem tudo o que nasce morre.O raciocínio fácil de que o ciclo é composto pelas 4 inevitáveis etapas - o nascimento, crescimento, definhamento e perecimento -, ainda que por vezes acrescidas ou diminuídas, é uma falácia. Tudo o que nasce, trás consigo o milagre da vida e este não passa desapercebido. Com ele germina-se, brota-se, floresce-se, toca-se, ensina-se, sensibiliza-se, transcende-se, ainda que por breves instantes. Esses instantes são convertidos em matéria, em mais vida, outras formas de vida, em inspiração, em posteridade e, ainda, que sob outros signos, ainda que metamorfoseados, serão oferecidos, semeados, transplantados, nascidos ao longo do caminho que se seguiu. Nada é o que é sem tudo o aquilo que o envolve. E quando aparentemente deixa de ser, na verdade contínua, através de tudo o que o cercou. No fundo, a morte não existe.