"É isso aí..."


Começa como um formigueiro, num lugar perdido lá dentro. De repente, qual Primavera em nós, reencontramos esse sentimento que enche o peito; qual pirilampo iluminado libertando recantos outrora pisados. Aos poucos a nossa alma regressa com novo brilho. O brilho que as coisas perdidas têm quando as reencontramos. É bom este sentir regressar o encantamento da vida, enamorarmo-nos. E ter alegria em todas as cores, por todas as cores, por cada rasgo de sorriso, por cada sorriso. Se existir uma teoria do sorriso, terá que haver uma classificação própria para sorrisos raros que desarmam e só se descrevem com poemas...

Tu já tinhas um nome,e eu não sei
se eras fonte ou brisa ou mar ou flor.
Nos meus versos chamar-te-ei amor.

Eugénio de Andrade